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As vezes pensamos que precisamos de algo, talvez por querer demais aquilo ou só pra preencher um vazio que nem mesmo gostamos admitir existir.
Mas quando se é um sabotador é necessário lembrar que este objeto de desejo sobre o qual vamos nos ludibriar com a falsa ideia de que precisamos e não podemos viver sem, não pode nunca ser uma pessoa.
Um sabotador de forma subconsciente consegue transformar qualquer coisa estável e boa em paranoia e destruição.
Destruir coisas ok, mas destruir relações com pessoas, causa mais danos que bombas.
O sabotador sofre porque de certa forma acha que fez tudo certo, a "vitima" sofre porque não entende o que aconteceu e o que levou a tal ponto.
E assim quando se da conta o sabotador descobre que não restou nada, as relações destruídas de forma irreversível, os objetivos alcançados perdidos e as coisas materiais desaparecidas.
De toda forma é péssimo ser um sabotador, mas ele não escolhe ser assim, e quando descobre e aceita esse estado, ele simplesmente volta pra caixa.
A caixa da frieza e distância. Eu sou uma sabotadora e aprendi que não sei lidar com relações interpessoais, causei estragos no caminho para perceber isso. Não queria de forma alguma perder quem perdi...
Mas são as perdas que nos tornam melhores, são as perdas que nos ensinam através da dor que sabotar é ruim.
Mas volto a dizer não é uma opção, talvez um distúrbio por medo de falhar ou medo de perder. Em algum lugar existe aquela voz, "se é pra acontecer porque esperar, destrua, acabe, quebre agora".
Eu odeio a voz, mas o único jeito de me livra dela, e não dando margem pra ela existir.
Portanto essa foi a última vez que arruinei algo, vou lidar com o que sobrou, seguir em frente com o que aprendi e não me relacionar de forma próxima novamente.
Não se perde aquilo que não se tem...